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Conversas interdisciplinares sobre ayahuasca e outros psicoativos

Confira como foi o Encontro Psicodélico #7

PSICODÉLICOS NA MÍDIA:

ABRINDO AS PORTAS DA REDAÇÃO

Sobre o evento

A imprensa foi a porta de entrada do ocidente no mundo dos psicodélicos. Em 1957, quando R. Gordon Wasson publicou, na famosa revista Life, sobre o “cogumelo que causa estranhas visões”, os Estados Unidos — e logo o mundo — passaram a conhecer fungos e plantas que já eram usados por culturas indígenas há milênios. Logo, o LSD, descoberto em 1943, também ganharia as páginas dos jornais. E o que antes era visto apenas como “excêntrico” ou “exótico” passou a ser encarado também como um perigo. 

 

Durante décadas, com sensacionalismo, parte da imprensa reforçou os piores aspectos dos psicodélicos, fornecendo munição infinita aos defensores da chamada “Guerra às Drogas”. Mas, nos últimos anos, o ressurgimento das pesquisas e os usos terapêuticos dessas substâncias têm ajudado a despertar um jornalismo mais interessado em se aprofundar na ciência, na cultura e na política dos psicodélicos. 

 

Para discutir esse cenário, a sétima edição dos Encontros Psicodélicos vai contar com a presença dos jornalistas Marcelo Leite, da Folha de S. Paulo, autor do recém-lançado “Psiconautas: Viagens com a ciência psicodélica brasileira”; Carol Apple, do portal Namastreta; e Nathan Fernandes, ex-editor da revista Galileu, que integra o time do portal Ciência Psicodélica. Como debatedor, o evento recebe o professor Luís Fernando Tófoli, coordenador do ICARO e parte da equipe do Encontros Psicodélicos.

Sobre os participantes

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Marcelo Leite, colunista da Folha de São Paulo, é jornalista e doutor em Ciências Sociais pela Unicamp. Foi pesquisador colaborador na Universidade Harvard e na Universidade de Michigan. Recebeu os prêmios de jornalismo José Reis, Esso/Exxon, José Alencar/CNI, Líbero Badaró e Petrobras, além do WASH Media Award. Foi finalista em duas edições do prêmio Gabriel García Márquez/FNPI. É autor de vários livros sobre ciência e ambiente, como Promessas do Genoma, Ciência – Use com Cuidado, Os Alimentos Transgênicos, A Floresta Amazônica, O DNA e Darwin, e este ano foi lançado seu novo livro, Psiconautas – Viagens com a ciência psicodélica brasileira (Ed. Fósforo).

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Caroline Apple é jornalista há 15 anos, tempo em que teve a oportunidade de passar pelas maiores redações do país como repórter e colaboradora da Folha de S.Paulo, Agora SP, UOL e R7, entre outras mídias, como Vice, Terra, Vejinha e Sechat. É idealizadora do projeto Namastreta, que contempla um portal e um programa de entrevistas no YouTube sobre direitos humanos, saúde, ciência, bem-estar, medicinas tradicionais, religião e política pelo olhar da espiritualidade e do autoconhecimento. Hoje também atua como comunicadora em agências de comunicação e geradora de conteúdo para empresas de Cannabis Medicinal. Daimista e ayahuasqueira, é um entusiasta da Revolução Psicodélica e busca com seu trabalho desmistificar a forma de uso e o tabu dessas substâncias perante a sociedade.

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Nathan Fernandes é jornalista. Escreve sobre ciência, política e psicodélicos. Foi repórter da Playboy e editor da Galileu, revista pela qual recebeu os prêmios Vladimir Herzog (em 2016 e 2018) e da UNESCO em parceria com a Aids Healthcare Foundation (2018). Criador do projeto PunkYoga, também publica reportagens em veículos como Veja, UOL, The Intercept e MIT Technology Review BR.

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Luís Fernando Tófoli é professor de psiquiatria na Faculdade de Ciências Médicas da Universidade de Campinas (UNICAMP), onde é membro dos Programas de Pós-Graduação em Ciências Médicas/Saúde Mental e Saúde Coletiva. Coordena o Laboratório de Estudos Interdisciplinares sobre Psicoativos (LEIPSI) e é membro do Conselho Estadual de Política de Drogas do Estado de São Paulo. É o responsável pela Cooperação Interdisciplinar para Pesquisa e Divulgação da Ayahuasca (ICARO) na UNICAMP e tem publicado nos campos de saúde mental, na atenção primária, políticas de drogas e uso de psicodélicos (particularmente a ayahuasca).

Lucas

Lucas Maia biólogo, com mestrado (UNIFESP) e doutorado (UNICAMP) em Ciências, nas áreas de psicofarmacologia e saúde mental. Pesquisa efeitos terapêuticos de plantas e substâncias psicoativas, com foco na ayahuasca. Pesquisador associado à Cooperação Interdisciplinar para Pesquisa e Divulgação da Ayahuasca (ICARO-UNICAMP) e ao Centro Interdisciplinar de Estudos em Cuidados Paliativos (CIECP-UNIFAL). Co-fundador e coordenador do portal Ciência Psicodélica. 

TODOS OS ENCONTROS

SOBRE O ENCONTROS PSICODÉLICOS

Os Encontros Psicodélicos: Conversas interdisciplinares sobre ayahuasca e outros psicoativos são pontes de diálogo entre diversas áreas do conhecimento. A ideia é provocar questionamentos e promover reflexões sobre substâncias psicodélicas e a ciência psicodélica brasileira, com foco na crescente produção científica em torno da ayahuasca — bebida de origem indígena que tem o uso religioso regulamentado no Brasil, e que contribui para colocar o país na vanguarda da ciência psicodélica mundial. 

A intenção dos Encontros Psicodélicos é navegar nesse cenário, mergulhando em suas complexidades e trazendo à superfície temas importantes, como colonialismo, epistemicídio e produção de prova científica, além das particularidades e diferenças entre as várias plantas sagradas, bem como o próprio conceito de psicoativos.

Iniciando em abril, a cada primeira quarta-feira do mês, vamos promover diálogos entre personalidades que trazem contribuições relevantes ao tema. São pensadores de diferentes contextos, saberes e práticas, com olhares que vão para além da academia, tensionando a divisão entre as humanidades e as ciências biomédicas, e refletindo sobre legalidade, ética, militância e política.

Esta é uma proposta conjunta do projeto Healing Encounters (“Encontros de Cura”), sediado no Centre National de la Recherche Scientifique, na França; do Grupo de Pesquisa ICARO (Interdisciplinary Cooperation for Ayahuasca Research and Outreach), sediado na Unicamp; e do portal de divulgação científica Ciência Psicodélica; contando ainda com o apoio do Instituto Chacruna.

Realização:

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Apoio:

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